Silêncio insurgente:

Rasuras visuais e a descolonização do olhar na arte contemporânea

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Resumo

Este artigo analisa práticas visuais decoloniais que operam pelo silêncio, rasura e opacidade como estratégias críticas à colonialidade do olhar,  tomando como corpus principal as obras Bastidores (1997), de Rosana Paulino, e um conjunto de produções visuais de Denilson Baniwa que mobilizam estratégias de rasura, reapropriação e opacidade como crítica à colonialidade do olhar. Metodologicamente, articula análise crítica do discurso e estudos decoloniais para examinar como essas práticas desestabilizam regimes de visibilidade hegemônicos e tensionam instituições culturais. Os resultados revelam que o silêncio insurgente não é ausência, mas gesto político que questiona a transparência como paradigma emancipatório, expondo paradoxos entre captura institucional e resistência epistêmica. Conclui-se que a descolonização do sensível exige reorganizar infraestruturas de memória para além da lógica representacional. Palavras-chave: Colonialidade do olhar; Silêncio insurgente; Arte decolonial.

Biografia do Autor

Tiago Negrão Andrade, FAAC/UNESP

Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Mídia e Tecnologia da FAAC – Universidade Estadual Paulista (Unesp). Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas, pela Universidade de Sorocaba (Uniso).

Maria Cristina Gobbi, FAAC / Unesp

Pesquisadora Livre-Docente em História da Comunicação e da Cultura Midiática pela UNESP pela Unesp. Chefa no Departamento de Jornalismo e professora dos cursos de Graduação e de Pós-Graduação da mesma instituição. Bolsista de Produtividade do CNPq e Bolsista Fapesp (Processo 22/08397-6). Diretora Administrativa da ALAIC. Integra o INCT Caleidoscópio.

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Publicado

2026-07-01