Praticar espaços e cuspir antidisciplinas, ou uma carta para o saci:

Reflexões sobre a arte-educação e a resistência no contexto escolar

Autores

  • Tatiana Aparecida Teodoro da Silva IA-UNESP

Resumo

Este artigo apresenta a Roda de Saci como uma prática artístico-pedagógica, política e transgressora, desenvolvida no contexto do Ensino Fundamental I em uma escola pública. Estruturado como uma carta endereçada ao Saci, o texto reflete sobre a escolha dessa figura do imaginário popular brasileiro como disparadora de experiências educativas orientadas pela escuta, pela coletividade e pela criação compartilhada. A proposta fundamenta-se em perspectivas da educação libertadora, da pedagogia transgressora e da abordagem triangular em arte, compreendendo o Saci como símbolo de resistência, desvio e imaginação no espaço escolar. A Roda de Saci é analisada como um dispositivo pedagógico que instaura um espaço-tempo de encontro e diálogo, tensionando os modelos normativos da escola tradicional e abrindo possibilidades de aproximação com campos como a performance, o jogo teatral e o jogo performativo, sem se configurar rigidamente em nenhum deles. Nesse contexto, a prática favorece a emergência de narrativas, saberes e corporeidades frequentemente marginalizados, promovendo processos de aprendizagem que valorizam a experiência, o vínculo e o pensamento crítico. O artigo também problematiza os desafios da atuação docente em um sistema educacional marcado pela colonialidade, destacando a arte como potência para a invenção de outras formas de educar e de estar em relação.  Palavras-chave: Arte-educação; Transgressão; Performatividade.

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Publicado

2026-07-01