Colonialidade nas Artes

neutralidade, poder e legitimidade em disputa

Autores

  • Ana Beatriz Coutinho Rezende Universidade de São Paulo

Resumo

Este artigo explora como as noções de colonialidade, neutralidade e legitimação estão presentes nas disputas atuais dentro das artes e dos estudos culturais. O objetivo principal é investigar como a herança colonial influencia a hierarquização das linguagens artísticas e como a neutralização das linguagens dominantes, junto à estigmatização das expressões contra-hegemônicas, opera como estratégia política de dominação cultural. Examina-se também o impacto dessas disputas na construção do conhecimento, com foco no campo da dança, evidenciando como as expressões dominantes são apresentadas como universais, enquanto as não hegemônicas são muitas vezes desvalorizadas, sendo rotuladas como "folclóricas", "identitárias" ou "complementares". A metodologia envolve revisão bibliográfica de teorias pós-coloniais e estudos culturais críticos, complementada por exemplos práticos que ilustram essas dinâmicas. O artigo defende a revisão crítica de conceitos como neutralidade e legitimidade, propondo a amefricanidade (Gonzales, 2020) como uma categoria político-cultural para enfrentar a estrutura colonial nas artes e oferecer uma reformulação do conhecimento, considerando as especificidades culturais do território latino-americano e tendo-as como fundamentais para a formação cultural e artística no Brasil.

Biografia do Autor

Ana Beatriz Coutinho Rezende, Universidade de São Paulo

Mestranda no cursos de Estudos Culturais pela Universidade de São Paulo (USP). Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Norte do Paraná (2020), e especialização (latu sensu) em Psicologia Social e Antropologia pela Faculdade Metropolitana (2021). É artista multilinguagem e pesquisadora de temas como Mulherismo Afrikana, Afrocentricidade, Contracolonialidade, Cultura e Corpo.

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Publicado

2025-12-31