Rebento
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<div>Título: Revista Rebento (Online). </div> <div>ISSN: 2178-1206.</div> <div>ISSN-L: 2764-2062. </div>pt-BRRebento2178-1206<p>É responsabilidade dos autores a obtenção da permissão por escrito para usar em seus artigos materiais protegidos por lei de Direitos Autorais. A revista Rebento não é responsável por quebras de Direitos Autorais feitas por seus colaboradores.</p><p>Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho licenciado sob Licença Creative Commons do tipo atribuição CC BY-NC:</p><p><em><span style="text-decoration: underline;">Atribuição</span></em><span style="text-decoration: underline;"> </span><em><span style="text-decoration: underline;">(BY):</span></em> Os licenciados têm o direito de copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, conquanto que deem créditos devidos ao autor ou licenciador, na maneira especificada por estes.</p><p><em><span style="text-decoration: underline;">Uso Não comercial (NC):</span></em> Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, desde que sejam para fins não-comerciais.</p><p>Após a publicação dos artigos, os autores permanecem com os direitos autorais e de republicação do texto.</p>Silêncio insurgente:
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<h3><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa práticas visuais decoloniais que operam pelo silêncio, rasura e opacidade como estratégias críticas à colonialidade do olhar, </span><span style="font-weight: 400;">tomando como corpus principal as obras </span><em><span style="font-weight: 400;">Bastidores </span></em><span style="font-weight: 400;">(1997), de Rosana Paulino, e um conjunto de produções visuais de Denilson Baniwa que mobilizam estratégias de rasura, reapropriação e opacidade como crítica à colonialidade do olhar. </span><span style="font-weight: 400;">Metodologicamente, articula análise crítica do discurso e estudos decoloniais para examinar como essas práticas desestabilizam regimes de visibilidade hegemônicos e tensionam instituições culturais. Os resultados revelam que o silêncio insurgente não é ausência, mas gesto político que questiona a transparência como paradigma emancipatório, expondo paradoxos entre captura institucional e resistência epistêmica. Conclui-se que a descolonização do sensível exige reorganizar infraestruturas de memória para além da lógica representacional.</span></h3> <h3><strong>Palavras-chave: </strong><span style="font-weight: 400;">Colonialidade do olhar; Silêncio insurgente; Arte decolonial.</span></h3>Tiago Negrão AndradeMaria Cristina Gobbi
Copyright (c) 2026 Tiago Negrão Andrade, Maria Cristina Gobbi
2026-07-012026-07-01122244268Aproximações entre livros ilustrados, livros-imagem e teatro:
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<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, discorro sobre as tipologias: livros ilustrados e livros-imagem, traçando aproximações das obras pertencentes a elas com o teatro, principalmente através das modalidades de teatralidade costumeiramente presentes nestes tipos de publicação. No intuito de exemplificar os conteúdos tratados, selecionei o livro-imagem brasileiro </span><em><span style="font-weight: 400;">As aventuras de Bambolina </span></em><span style="font-weight: 400;">para estudo. Este permitiu, também, identificar que a publicação supracitada se vincula à tradição da dramaturgia infanto juvenil brasileira quanto ao enredo e à tendência mais atual em abordar temáticas difíceis e/ou espinhosas sem didatismos, lições de moral e/ou intenções paradidáticas, expandindo ainda mais as possibilidades de aproximações entre livros ilustrados, livros-imagem e teatro.</span></p> <p><strong>Palavras-chave </strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">Livros ilustrados. Livros-imagem; Teatro; Teatralidade; </span><em><span style="font-weight: 400;">As aventuras de Bambolina.</span></em></p>Lucas Larcher
Copyright (c) 2026 Lucas de Carvalho Larcher Pinto
2026-07-012026-07-01122269292Elogio à transferência:
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<p><span style="font-weight: 400;">O ensaio parte da elaboração do trabalho </span><em><span style="font-weight: 400;">Caillois</span></em><span style="font-weight: 400;">, apresentado em 2025 no Centro Cultural Mariantonia, no contexto da exposição </span><em><span style="font-weight: 400;">São Paulo cidade, sinais, manchas e sombras</span></em><span style="font-weight: 400;">. O conjunto de imagens foi impresso utilizando a técnica de transferência com o auxílio de solvente. A produção envolveu experimentações com transferência de imagens, impressões </span><em><span style="font-weight: 400;">fine art</span></em><span style="font-weight: 400;"> e jato de tinta, explorando os limites entre controle técnico e acaso. Ao adentrar o tema da impressão e circulação de imagens, remonto aos estudos desenvolvidos no Grupo de Pesquisa em Impressão Fotográfica (GPIF), como a impressão digital no parque gráfico, as impressões em jato de tinta </span><em><span style="font-weight: 400;">fine art, </span></em><span style="font-weight: 400;">o formato livro e as diferentes formas de finalizar e fazer circular imagens, etc. Além desses estudos, descrevo os processos de criação do livro de fotografia </span><em><span style="font-weight: 400;">Funes</span></em><span style="font-weight: 400;">, feito artesanalmente com impressora adaptada para tons de cinza, procurando observar a influência da materialidade e do suporte na percepção da imagem e a busca por um equilíbrio entre precisão técnica e desvios formais. A impressão do livro é parte dos resultados da pesquisa em tinta carbono do artista e impressor Marcelo Hein, em 2019. Discutindo propriamente a criação das imagens através da transferência, relembro algumas discussões da história da fotografia como o pictorialismo e a multiplicação de imagens. A transferência é apresentada como um procedimento que carrega imprevisibilidade e aprendizado tátil, reafirmando a dimensão artesanal no contexto da fotografia contemporânea brasileira.</span></p> <p><strong>Palavras-chaves: </strong><span style="font-weight: 400;">Fotografia; Impressão; Exposição; Jato de tinta; Transferência de imagem.</span></p>Lucas Eskinazi
Copyright (c) 2026 Lucas Eskinazi
2026-07-012026-07-01122293310Ensaio-poema:
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<p><span style="font-weight: 400;">O presente ensaio deseja experimentar um pensamento em estado de poema. Perpassa por assuntos pertinentes à linguagem, à subjetividade, ao conjunto relacional de humanos e não-humanos, mas não se reduz a uma unidade temática. Ao hibridizar filosofia e poesia, pretende-se fazer pensamento de forma radial e intensiva, o que talvez instaure uma resistência à legibilidade imediata, na tentativa de grafar um saber em relação e uma inventividade no dizer, ler e escrever academicamente. Entre os autores citados estão Giorgio Agamben, Leda Maria Martins, Émile Benveniste, Carlos Papá, Emanuele Coccia, Tuíre Kayapó, Byung-chul Han, Maurice Blanchot e Natasha Myers. Sigamos os sinais que a escrita nos aponta.</span></p> <p><strong>Palavras-chave</strong><span style="font-weight: 400;">: Filosofia da Linguagem; Subjetividade; Poética da Relação; Escuro; Acontecimento.</span></p>João Paulo Ferreira Silva
Copyright (c) 2026 João Paulo Ferreira Silva
2026-07-012026-07-01122311323Ensaio visual:
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<p>Ensaio visual: Caillois Fotografias realizadas através do processo de transferência de imagem. </p> <p> </p>Lucas Eskinazi
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2026-07-012026-07-01122324332Os Diletantes:
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<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo tem como objetivo o descortinamento e o registro histórico do grupo amador </span><em><span style="font-weight: 400;">Os Diletantes</span></em><span style="font-weight: 400;">, formado por funcionários da instituição financeira Citibank em São Paulo. Com base em biografias de alguns de seus integrantes e em documentos pertencentes a uma antiga participante, Albanita de Paiva, a pesquisa investiga como este coletivo emergiu em um contexto corporativo, revelando as tensões entre trabalho, lazer e produção cultural. A análise considera as práticas teatrais, os repertórios escolhidos e as estratégias de constituição de um espaço artístico, enfatizando a ambiguidade entre o amadorismo e o cuidado estético observado nas apresentações. Alguns dos artistas que iniciaram suas práticas neste grupo amador, como Yara Amaral, Emílio Di Biasi, Antônio Ghigonetto e Cecília Carneiro, consolidaram posteriormente suas carreiras no teatro profissional brasileiro, evidenciando a relevância do coletivo como espaço formativo. A metodologia combina análise documental, fontes biográficas e cartas, permitindo reconstruir trajetórias, repertórios e experiências que, de outra forma, permaneceriam marginalizadas. Os resultados destacam a importância do teatro amador como campo de resistência simbólica, aprendizado coletivo e afirmação estética, reforçando a contribuição de grupos amadores para a formação da cena teatral paulista e nacional.</span></p> <p><strong>Palavras-chave:</strong><span style="font-weight: 400;"> Teatro amador; Teatro paulistano; História do teatro brasileiro.</span></p>Luiz Campos
Copyright (c) 2026 Luiz Campos
2026-07-012026-07-0112275105A cena em trânsito:
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<p><span style="font-weight: 400;">O artigo, fruto de pesquisa de doutorado sobre a trajetória de Augusto Boal, apresenta um panorama da fundação do grupo musical Caldo de Cana e da direção do espetáculo </span><em><span style="font-weight: 400;">Canción del exílio</span></em><span style="font-weight: 400;">, de cujo elenco faziam parte Marcia Fiani, Maria Alice Saboia, José Eugênio Leal, Eduardo Fernandes, Leopoldo Paulino, Raul Ellwanger e José Rogério Licks. Exilados em Buenos Aires nos anos 1970, tais artistas reuniram-se em 1974 para denunciar as ilegalidades dos regimes militares latino-americanos. Com a escalada do autoritarismo de Estado e a vulnerabilidade dos refugiados, o grupo encerrou-se em maio de 1974. Utilizando relatos e acervos pessoais, buscamos evidenciar o percurso, frequentemente apagado das historiografias hegemônicas, de artistas que mantiveram o compromisso do engajamento social mesmo frente a condições produtivas adversas.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Palavras-chave: Caldo de cana; Augusto Boal; Teatro brasileiro moderno.</span></p>Patricia Freitas dos Santos
Copyright (c) 2026 Patricia Freitas dos Santos
2026-07-012026-07-01122106135"Macacos" e sua justaposição à narração:
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<p><span style="font-weight: 400;">O texto dramático </span><em><span style="font-weight: 400;">Macacos </span></em><span style="font-weight: 400;">(2022), de Clayton Nascimento — que também assina a encenação e a atuação do espetáculo de mesmo nome —, apresenta episódios fragmentados que evidenciam violências sofridas pela população negra, especialmente no Brasil. Este artigo analisa os recursos utilizados para transmitir experiências do ser negro, articulando a peça à encenação e às práticas narrativas tradicionais africanas; pareados ao conceito de teatro pós-dramático de Lehmann (2017). A obra combina elementos dos gêneros dramático, lírico e épico, sendo este último central em sua construção. Os traços épicos ressaltam a crise da narrativa, antecipada por Walter Benjamin (1987), associada à perda da experiência como forma de transmissão do saber. A partir do diálogo com a noção de dramaturgia negra proposta por Soraya Patrocínio (2021) e com as tradições narrativas africanas descritas por Amadou Hampâté Bâ (2010), observa-se como </span><em><span style="font-weight: 400;">Macacos</span></em><span style="font-weight: 400;"> (data) rompe com formas contemporâneas de compartilhamento de informações esvaziadas de historicidade, contribuindo para o enfrentamento das estruturas de violência racial. A peça revela a potência da narração e do encontro teatral como práticas de denúncia, principalmente em relação a temas como a violência policial e o acesso desigual à educação no Brasil.</span></p> <p><strong>Palavras-chave</strong><span style="font-weight: 400;">: Macacos. Clayton Nascimento; Dramaturgia negra; Tradições africanas; Narrativa.</span></p>Chrislen Ribeiro
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2026-07-012026-07-01122136156(Des)ocupar a violência:
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<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa obras brasileiras de dança que, por meio da proximidade e da distância exacerbadas em relação ao público, demonstram como a violência é uma prática espacial e social. Em </span><em><span style="font-weight: 400;">Lasciva</span></em><span style="font-weight: 400;">, Regina Parra e Bruno Levorin partem dos retratos das pacientes histéricas do Hospital Salpêtrière para criar uma coreografia para duas performers, na qual, aos poucos, elas se protegem do olhar do público. Já em </span><em><span style="font-weight: 400;">Deixa Arder</span></em><span style="font-weight: 400;">, o acúmulo e o empilhamento de gestos que remetem à docilização do corpo negro resultam em uma proximidade excessiva, quase repulsiva, com o/a espectador/a. O artigo observa como as obras subvertem fragmentos violentos da história, recusando uma reescrita purificadora do passado e encontrando nele ferramentas contraditórias de agência. A tentativa de uma proximidade extrema com esse passado revela sua precariedade e incompletude, manifestadas na simplicidade dos materiais cênicos e na escolha da dança como modo de transmitir a memória de forma plural e involuntária, o que permite expor um passado ambíguo, no qual violência e sobrevivência se entrelaçam.</span></p> <p><strong>Palavras-chave:</strong><span style="font-weight: 400;"> Proximidade; Distância; Imagem; Performance.</span></p>Renan Marcondes Cevales
Copyright (c) 2026 Renan Marcondes Cevales
2026-07-012026-07-01122157185Tradução - Dois métodos, mesma origem, diferentes resultados
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<p>nada consta</p>Rafael PercinoEgill PálssonLúcia Regina Vieira Romano
Copyright (c) 2026 Rafael Percino; Prof. Dr.; ela/dela
2026-07-012026-07-01122186223Ator, poeta, dramaturgo, mestre:
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<p><span style="font-weight: 400;">Entrevista com o ator, poeta e dramaturgo Otávio Cabral, professor titular do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), atuando na área de literatura dramática. Otávio Cabral possui mestrado, doutorado e pós-doutorado em Literatura e coordena o Núcleo de Estudo e Pesquisa das Expressões Dramáticas (NEPED). Nesta entrevista, Otávio Cabral fala sobre sua carreira, iniciada há mais de sessenta anos, e sobre a dimensão social, política e educacional do teatro. A entrevista registra a experiência de um artista e professor que acompanhou diferentes momentos do teatro brasileiro, preservando reflexões que dialogam com a história, a formação e a pesquisa em Artes Cênicas.</span></p> <p><strong>Palavras-chave</strong><span style="font-weight: 400;">: Otávio Cabral; Biografia; Teatro; Política; Entrevista.</span></p>José Rafael Madureira
Copyright (c) 2026 José Rafael Madureira
2026-07-012026-07-01122224243Apresentação:
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<p>Apresentação - Rebento n. 22</p>Lucia Regina Vieira RomanoÉlder Sereni Ildefonso
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2026-07-012026-07-0112238Expediente
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<p>Expediente - Rebento n. 22</p>
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2026-07-012026-07-0112222Praticar espaços e cuspir antidisciplinas, ou uma carta para o saci:
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<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo apresenta a Roda de Saci como uma prática artístico-pedagógica, política e transgressora, desenvolvida no contexto do Ensino Fundamental I em uma escola pública. Estruturado como uma carta endereçada ao Saci, o texto reflete sobre a escolha dessa figura do imaginário popular brasileiro como disparadora de experiências educativas orientadas pela escuta, pela coletividade e pela criação compartilhada. A proposta fundamenta-se em perspectivas da educação libertadora, da pedagogia transgressora e da abordagem triangular em arte, compreendendo o Saci como símbolo de resistência, desvio e imaginação no espaço escolar. A Roda de Saci é analisada como um dispositivo pedagógico que instaura um espaço-tempo de encontro e diálogo, tensionando os modelos normativos da escola tradicional e abrindo possibilidades de aproximação com campos como a performance, o jogo teatral e o jogo performativo, sem se configurar rigidamente em nenhum deles. Nesse contexto, a prática favorece a emergência de narrativas, saberes e corporeidades frequentemente marginalizados, promovendo processos de aprendizagem que valorizam a experiência, o vínculo e o pensamento crítico. O artigo também problematiza os desafios da atuação docente em um sistema educacional marcado pela colonialidade, destacando a arte como potência para a invenção de outras formas de educar e de estar em relação. </span></p> <p><strong>Palavras-chave:</strong><span style="font-weight: 400;"> Arte-educação; Transgressão; Performatividade.</span></p>Tatiana Aparecida Teodoro da Silva
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2026-07-012026-07-01122925Na bandeira do Brasil cabe o lema “Fogo nos racistas"?:
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<p><span style="font-weight: 400;">Como as crianças imaginam seu país? E quais ações elas fariam para modificar sua realidade? Partindo dessas perguntas, foi desenvolvida uma sequência pedagógica, mesclando intervenções e aulas de performance sobre a materialidade da bandeira nacional. Invertendo suas palavras e recriando suas cores, as/os estudantes elaboraram performances na escola. A partir dessas experiências, a discussão é expandida, para analisar a presença do racismo na escola e como essas estruturas minam o ideal democrático no ambiente escolar. </span></p> <p><strong>Palavras-chave: </strong><span style="font-weight: 400;">Racismo institucional; Regime das aparências escolares; Performance na escola.</span></p>Daniel Vianna Godinho PeriaVeronica Veloso
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2026-07-062026-07-061222641Dimensões políticas decoloniais da arte e das práticas teatrais
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<p><span style="font-weight: 400;">O artigo aborda interseções entre arte e política no teatro, analisando como a produção artística é mobilizada para perpetuar hierarquias sociais, à luz de Augusto Boal, Luis Camnitzer e aportes decoloniais. A partir de uma análise discursiva de excertos teóricos e de depoimentos, como o do Cacique Ubiratã, o texto explora três dimensões: a epistemológica, que tensiona critérios eurocêntricos de validação artística; a educacional, que discute efeitos da fragmentação disciplinar da BNCC sobre saberes tradicionais; e a econômica, tomada como chave para compreender a circulação da arte como mercadoria cultural. Conclui que a reivindicação de neutralidade artística opera como estratégia política de manutenção do status quo, ao mesmo tempo em que distingue a ideia de um teatro necessariamente político das disputas em torno da nomenclatura de teatro político. Propõe, por fim, a desconstrução de hierarquias expressivas e a valorização de modelos comunitários, como os de povos originários, para fortalecer o teatro como espaço de diálogo e emancipação cultural.</span></p> <p><strong>Palavras-chave</strong><span style="font-weight: 400;">: Teatro; Decolonialidade; Política cultural; Hierarquias sociais.</span></p>Fernando Bueno Catelan
Copyright (c) 2026 Fernando Bueno Catelan
2026-07-012026-07-011224263Manual dos Estudos Teatrais:
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<p><span style="font-weight: 400;">O livro </span><em><span style="font-weight: 400;">Manuel des études théâtrales: les arts de la scène et du spectacle</span></em><span style="font-weight: 400;"> (2024), organizado por Martial Poirson, surge como um guia abrangente, combinando fundamentos teóricos, históricos e práticos do teatro. O manual aborda desde historiografia, texto dramático e interpretação, até estética, ofícios do palco, políticas teatrais, sociologia, antropologia, tecnologias digitais e hibridação com outras artes. Cada um dos dez capítulos é complementado por ao menos uma ficha de orientação metodológica que propõem procedimentos de análise, reflexão crítica e articulação interdisciplinar. O volume inclui um extenso glossário. Voltado a estudantes, pesquisadores e profissionais da cena, essa obra se destaca por tratar o teatro como elemento híbrido e dinâmico, oferecendo ferramentas para repensar suas fronteiras, atividades e desafios, ao mesmo tempo em que questiona sectarismos e dogmatismos do campo.</span></p> <p><strong>Palavras-chave</strong><span style="font-weight: 400;">: Estudos teatrais; Metodologia teatral; História e prática do teatro.</span></p>Zadig Gama
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2026-07-012026-07-011226474