https://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/issue/feedRebento2025-12-31T04:09:53+00:00Revista Rebentorevista.rebento.ia@unesp.brOpen Journal Systems<div>Título: Revista Rebento (Online). </div> <div>ISSN: 2178-1206.</div> <div>ISSN-L: 2764-2062. </div>https://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1006Espaço Cultural Tupinambá2025-02-27T12:48:42+00:00Carminda Mendes Andrécarminda.stenio@uol.com.brOsvaldo Pinheirooswaldpinha@gmail.com<p>Entrevista com Xawna Tupinambá e Taynã Andrade Tupinambá, esta, a primeira mulher não aldeada a ser reconhecida pelo Estado Brasileiro como pertencente à naç˜ao Tupinambá. A conversa perpassa o debate identitário e a importância da mudança de nome e a adoção do nome originário na certidão de nascimento.</p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Carminda Mendes André; Osvaldo Pinheirohttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1039Eles Combinaram de Apagar Nossa História, Mas Nós Combinamos de Não Esquecer2025-08-22T12:54:48+00:00Mirna Kambeba Omágua Yetê ANAQUIRImirnaanaquiri@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo compartilha de experiências individuais e coletivas de retomada de direitos por nomes e sobrenomes de pessoas indígenas. Se a colonização apagou e ainda apaga a identidade e a história dos povos indígenas, também há muita luta e resistência para honrar essa ancestralidade. Utilizando como método de desenvolvimento a escrita de si e a pesquisa narrativa como potência para uma consciência e posicionamento político, o texto apresenta estratégias para uma retomada ancestral a partir de experiências. Apresentando desafios e resultados de tal luta política própria e outros parentes indígenas, enfrenta essa luta que segue árdua e constante contra a colonização até os dias atuais.</span></p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Mirna Kambeba Omágua Yetê ANAQUIRIhttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1001Diálogos Trans-hemisféricos2025-08-22T13:29:20+00:00Lígia Marina de Almeidaubiratanjuriti@gmail.comLaura Levinlevin@yorku.caFrê Almeidafrearvora@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O presente texto é uma tradução revisada e ampliada da conversa entre as pesquisadoras cênicas Laura Levin e Juma Pariri, integrantes da Rede Encontros Hemisféricos (HEN), sobre a vídeo-performance </span><em><span style="font-weight: 400;">Pe ataju jumali / Ar quente</span></em><span style="font-weight: 400;"> (2023), resultado da colaboração artística entre diversos artistas de diferentes países, principalmente artistas indígenas e/ou Lgbtqiapn+, reunides em torno da plataforma de ativAÇÕES perforMÁGICAS audiovisuais </span><em><span style="font-weight: 400;">Unides contra a colonização: muitos olhos, um só coração</span></em><span style="font-weight: 400;">. Além das múltiplas colaborações e inspirações artístico-políticas que contribuíram para a criação da vídeo-performance, o texto também aborda as relações entre </span><em><span style="font-weight: 400;">performance</span></em> <em><span style="font-weight: 400;">site-specific</span></em><span style="font-weight: 400;">, gênero, ativismo ambiental, arte indígena e os desafios para a performance em contexto indígena a partir das perspectivas da ecocrítica, decolonialidade e das metodologias trans-hemisféricas.</span></p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Juma Pariri, Laura Levin, Frê Almeidahttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1036Arte Mura Como Estratégia de Recuperação de Memória2025-10-23T01:09:32+00:00Márcia Nunes Macielunidescontracolonizacao@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa a arte do povo Mura como estratégia de recuperação da memória ancestral e resistência cultural, destacando sua presença histórica nos estados do Amazonas e Rondônia. A partir de fontes documentais, como o mapa etnográfico de Curt Nimuendajú (1944), e registros orais de anciãos, confronta-se a invisibilização da territorialidade Mura em Rondônia, frequentemente negligenciada por narrativas oficiais que reduzem sua presença ao Amazonas. A pesquisa evidencia como a produção artística contemporânea — grafismos, moda, literatura e performances — articula-se à memória coletiva, reafirmando identidades em contextos urbanos e rurais marcados por processos coloniais. No Amazonas, territórios demarcados como Autazes e Careiro da Várzea contrastam com a realidade de Rondônia, onde a ausência de reconhecimento oficial reflete sobreposições históricas do ciclo da borracha, transformando terras tradicionais em comunidades ribeirinhas e espaços urbanos.Destacam-se iniciativas como o Coletivo Mura de Porto Velho, que promove intervenções culturais — como a performance na Praça da Ferrovia Madeira-Mamoré (2017) — e lutas transfronteiriças, desafiando divisões estatais impostas. Artistas como Tuniel Mura, cujos grafismos dialogam com iconografias do século XVIII documentadas por Alexandre Rodrigues Ferreira, e Maira Belo Mura, que reinventa a moda indígena no </span><em><span style="font-weight: 400;">Parque das Tribos</span></em><span style="font-weight: 400;">, exemplificam a fusão entre tradição e inovação decolonial. Antorokay Mura, por sua vez, integra pinturas em madeira e performances sonoras, resgatando narrativas orais. A literatura de </span><span style="font-size: 0.875rem;">Márcia Mura /Tanãmak, Kayha Namãpura </span><span style="font-weight: 400;">e Agabawé, assim como o espetáculo </span><em><span style="font-weight: 400;">Pindorama</span></em><span style="font-weight: 400;"> (2020), que mescla balé clássico com danças tradicionais, revelam a arte como prática holística, intrínseca à cosmovisão Mura. Conclui-se que a arte Mura opera como dispositivo político, desafiando apagamentos históricos ao vincular passado e presente.</span></p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Márcia Nunes Macielhttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1020Para Habitar as Artes, um Currículo Queer2025-10-23T13:33:45+00:00Marina Marcondes Machadommjm@uol.com.br<p>O artigo dialoga com a obra de Guacira Lopes Louro e pretende ampliar a noção de abordagem espiral/autoral no ensino de arte, tal como proposta por Marina Marcondes Machado. Com foco em um currículo <em>queer </em>(LOURO, 2022b) e em nome de infâncias e juventudes plurais nas salas de artes, o artigo aproxima a abordagem espiral/autoral (MACHADO, 2023) ao termo <em>queer</em> em sua polifonia, na direção do estranhamento, espanto e desconforto. Na perspectiva apontada, aspectos técnicos e impessoais das normativas da Base Nacional Curricular Comum (BRASIL, 2018) no campo do ensino da arte serão borrados, de modo a instaurar um campo fértil para criação, expressividade, autoconhecimento e crítica – habitação de corporalidades suficientemente excêntricas, de maneira artístico-existencial.</p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Marina Marcondes Machadohttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1022Uma Sala Inteira a Sonhar2025-04-15T23:50:24+00:00Tania Alicetaniaalice@hotmail.comAnderson José Caetano de Souzacaetano@edu.unirio.br<p>A <em>Fábrica de Sonhos</em> é uma experiência pedagógica e artística que transforma a sala de aula de uma universidade pública em um espaço de criação coletiva e partilha afetiva. Ao operar na intersecção entre arte, educação e política do sensível, a <em>Fábrica</em> propõe uma ruptura com a lógica produtivista contemporânea, valorizando o encantamento e a criação colaborativa. Neste artigo, optamos por aprofundar três eixos que guiam esse treinamento para o performer na busca da fusão de arte/vida: o encantamento como ato político, a escuta e o silêncio como ferramentas de presença e a disciplina como exercício de amor e de liberdade. Por meio desses movimentos, o projeto de arte socialmente engajada da <em>Fábrica de Sonhos</em> transforma-se em um campo de reinvenção das temporalidades, dos imaginários e das formas de convivência.</p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Tania Alice, Zé Caetanohttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1032Tornar-se Professora Performer Pesquisadora2025-05-13T15:17:40+00:00Denise Pereira Racheldeniserachel80@gmail.com<p>Este artigo parte da forma literária-musical réquiem para apresentar pensamentos esparsos e fragmentários a respeito do processo de tornar-se professora performer pesquisadora de Denise Rachel. Na tentativa de escapar das armadilhas narcísicas que podem incorrer em uma escrita que contém elementos autobiográficos, optou-se pelo recurso narrativo em terceira pessoa. Dessa forma, almeja-se abrir espaço para um certo distanciamento necessário à problematização de uma perspectiva meritocrática em torno de uma trajetória de vida que pode ser lida como “bem-sucedida”, ao ser assimilada por uma lógica capitalista globalitária neoliberal. Assim, pretende-se demonstrar que tornar-se professora performer pesquisadora consiste em um processo complexo, inconcluso, dependente de uma coletividade e vinculado a aspectos sócio-histórico-culturais.</p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Denise Pereira Rachelhttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1019O Educador Como Mediador Cultural2025-10-22T13:01:26+00:00Francisco das Chagas Amorim de Carvalhofcarvalho@ufpi.edu.br<p class="western" align="justify"><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">Este relato de experiência apresenta os resultados do projeto Encontros criativos, realizado na Universidade Federal do Piauí, articulando saberes de três licenciaturas: Artes Visuais, Pedagogia e Filosofia. A educação como prática de liberdade, como a defendia Paulo Freire, exige uma educação continuada dos educadores; talvez não precisem de mais educação, mas de uma mudança de atitude, adquirir a atitude de mediadores culturais. Com a promessa de que um autômato fará nossa arte e trabalho, a lógica do mercado pervade o campo da educação; a monocultura se impõe à pluralidade de saberes. Esta lógica da monocultura exige, segundo Boaventura de Sousa Santos, a ecologia dos saberes. Colaboram, portanto, neste estudo, com o conceito de mediação cultural, Paulo Freire, Miriam Celeste Martins, Carlos Luckesi entre outros teóricos da educação. A abordagem metodológica é a descritiva, com análise socio-metafórica de textos e exposição dos registros das atividades artísticas e pedagógicas, além dos recursos imagéticos e dos testemunhos de participantes do projeto. É necessário aprender a aprender, aprender a escolher o que serve para nossa própria educação; esta é a condição para alcançar maior autonomia, educar para a liberdade e cuidar da vida. Quando as identidades são produzidas como mercadorias, mais que ressaltar as diferenças e a concorrência, é preciso abrir espaços de cultivo colaborativo, da criatividade, da amizade, da alegria, para defesa da pluralidade de saberes e sentidos.</span></span></span></span></p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Francisco das Chagas Amorim de Carvalhohttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1028Teatro e Artivismo Indígena de Jaider Esbell Para Uma Educação Decolonial2025-03-30T13:36:02+00:00Paulo Reis Nunespaulo.nunes@ifg.edu.brKaren Kywsy Barroso de Salesbarroso.karen2014@gmail.com<p>Este artigo busca refletir sobre o artivismo de Jaider Esbell como inspiração para uma metodologia de ensino de teatro baseados nos estudos sobre decolonialidade. A partir da necessidade de romper com epistemologias eurocêntricas e valorizar os saberes indígenas, propõe-se a utilização do teatro como prática pedagógica que fomente o pensamento crítico, a desconstrução de estereótipos e a construção de um ambiente educativo intercultural. O objetivo da pesquisa é realizar uma provocação a partir das obras e da atuação de Esbell, em que o teatro passa a ser um espaço de resistência, permitindo que estudantes vivam a cosmovisão indígena e se engajem em processos de criação artística alinhados à educação antirracista e decolonial. Como metodologia, usamos a pesquisa bibliográfica e documental, dialogando com a Lei 11.645/08, a Base Nacional Comum Curricular, e com os desafios de sua implementação, destacando o ensino do teatro na superação dessas limitações e na promoção de uma educação mais justa e plural. Como resultado, percebemos que o artivismo indígena, entendido como a interseção entre Arte e Ativismo, se apresenta como uma abordagem potente para transformar o ensino, romper estereótipos, promovendo a afirmação identitária e o enfrentamento ao racismo estrutural.</p> <p><strong>PALAVAS-CHAVE:</strong> Artivismo Indígena. Educação Decolonial. Teatro.</p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Paulo Reis Nunes, Karen Kywsy Barroso de Saleshttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/999Corporeidades Negras no Ambiente Escolar2025-11-14T18:02:06+00:00Elison Oliveira Francoelisonarte@gmail.com<p>A escrita trata da implementação da Lei 10.639/2003 no ambiente escolar, destacando práticas estéticas antirracistas por meio da atenção dada às corporeidades negras dos estudantes. Mostra a necessidade de repensar abordagens pedagógicas ao observar a presença significativa de alunos negros em uma escola de ensino médio público do Distrito Federal, incorporando os aprendizados artísticos alcançados. Por meio da metodologia da prática como pesquisa, enfatiza o envolvimento com uma educação antirracista contínua, não restrita a datas comemorativas, descrevendo a utilização de procedimentos artístico-aquilombados para promover o autoconhecimento corpóreo dos alunos no tratamento dos conteúdos curriculares ligados ao teatro. O curta-metragem <em>Raízes</em>, criado pelos estudantes sob a orientação do autor-docente, é mencionado como exemplo de projeto que aborda o antirracismo e a valorização da negritude dos adolescentes.</p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Elison Oliveira Francohttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1016Colonialidade nas Artes2025-11-12T12:17:01+00:00Ana Beatriz Coutinho Rezendeanaimani@usp.br<p>Este artigo explora como as noções de colonialidade, neutralidade e legitimação estão presentes nas disputas atuais dentro das artes e dos estudos culturais. O objetivo principal é investigar como a herança colonial influencia a hierarquização das linguagens artísticas e como a neutralização das linguagens dominantes, junto à estigmatização das expressões contra-hegemônicas, opera como estratégia política de dominação cultural. Examina-se também o impacto dessas disputas na construção do conhecimento, com foco no campo da dança, evidenciando como as expressões dominantes são apresentadas como universais, enquanto as não hegemônicas são muitas vezes desvalorizadas, sendo rotuladas como "folclóricas", "identitárias" ou "complementares". A metodologia envolve revisão bibliográfica de teorias pós-coloniais e estudos culturais críticos, complementada por exemplos práticos que ilustram essas dinâmicas. O artigo defende a revisão crítica de conceitos como neutralidade e legitimidade, propondo a amefricanidade (Gonzales, 2020) como uma categoria político-cultural para enfrentar a estrutura colonial nas artes e oferecer uma reformulação do conhecimento, considerando as especificidades culturais do território latino-americano e tendo-as como fundamentais para a formação cultural e artística no Brasil.</p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Ana Beatriz Coutinho Rezendehttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1093Expediente2025-12-31T00:46:37+00:002025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 https://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1094Apresentação2025-12-31T00:57:22+00:002025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 https://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1049Ataques Woke na Arte e na Educação2025-11-04T19:03:43+00:00José Minerini Netoj.mneto@usp.brAna Amália Tavares Bastos Barbosaaatbbl@gmail.com<p>Este ensaio trata do que se entende como movimento woke ou wokismo a partir do livro “A esquerda não é woke”, escrito por Susan Neiman e publicado no Brasil em 2024. Tal movimento vem resultando em ataques a monumentos e obras de arte por causa da polarização político/partidária que está ocorrendo em vários países, inclusive no Brasil, interferindo em exposições de museus e centros culturais, assim como nas escolas, com ataques a aulas e professores. Por conta dessa constatação é importante entender o que é woke, para que professoras e professores busquem soluções respeitosas com todas e todos e sem excluir nada nem ninguém.</p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 José Minerini Neto, Ana Amália Tavares Bastos Barbosahttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/990Os Saberes de Terreiros de Candomblé e de Exu Para Pensar e Fazer Mediação de Leitura2025-06-23T08:34:49+00:00Felínio de Sousa Freitasfelinio.freitas@unesp.br<p>A proposta do artigo, resultado de pesquisa realizado no mestrado, é refletir sobre o fazer mediação de leitura a partir dos saberes de terreiros de candomblé e o corpo-<em>corpus: </em>a palavra e as atuações poética e política de um mediador de leitura a partir do orixá Exu, entidade mediadora do candomblé. Por meio do método autoetnográfico (Silva, 2017), a escrita e a reflexão partem da prática do autor de mediação com operários/os dentro de indústrias, principalmente de produção de sapatos em cidades do interior do estado de São Paulo, entre 2017 a 2019. Também, da experiência como filho de santo do terreiro de candomblé <em>Nzó Kyloatala</em>, que tem raízes nos povos <em>bantus</em> traficados para o Brasil durante o período escravocrata. O referencial teórico da investigação traz autoras/es que discutem temas como Exu (Silva, 2022), saberes de terreiros de candomblé (Machado, 2019), religião afrobrasileira, palavra (Martins, 2021) e leitura de mundo (Freire, 2011). Por meio da mediações realizadas e como conclusão da pequisa, o estudo propõe, a partir dos saberes de terreiros e do orixá Exu, pensar uma mediação de leitura contracolonial para o encanto, por meio das palavras e dos livros. </p> <p> </p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Felínio de Sousa Freitashttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1030Princípios Norteadores Para Uma Pedagogia Singular do Lume Teatro2025-10-22T23:44:43+00:00Renato Ferracinirflume@unicamp.brAna Cristina Collaaccolla@unicamp.brRaquel Scotti Hirsonrhirson@unicamp.br<p>O presente ensaio busca contribuir com uma visão pedagógica dos cursos de curta e média duração desenvolvidos pelo LUME – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais – UNICAMP<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, oferecidos no evento Cursos de Fevereiro. Esse evento, vinculado à Jornada Internacional Atuação e Presença, acontece de forma contínua desde o ano de 2001. O texto apresentado é baseado na experiência e em códigos de ação que se fortalecem e se atualizam de forma contínua nesta experiência de formação não oficial que acontece há quase vinte e cinco anos, nos quais foram ministrados em torno de 175 cursos com aproximadamente 2.700 participantes. O ensaio apresenta apontamentos sobre os princípios norteadores dessas ações pedagógicas: 1) Continuidade, processualidade e transbordamento; 2) Integração; 3) Pacto do desejo de experiência; 4) Ética relacional e 5) Condução composicional. </p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Renato Ferracini, Ana Cristina Colla, Raquel Scotti Hirsonhttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1021Entre o Ritual e a Cena2025-11-04T18:52:35+00:00Robson Haderchpekrob_hader@yahoo.com.brKaryne Dias Coutinhokdiascoutinho@gmail.com<p>Este artigo discute as apostas pedagógicas de dois grupos artísticos: o <em>Bimphadi</em>, de Angola (e sua “pedagogia sem mão”); e o <em>Arkhétypos</em>, do Brasil (e sua “pedagogia de si”), cuja principal confluência, percebida e retroalimentada no encontro entre os dois grupos, está no trabalho que ambos realizam entre o ritual e a cena, numa busca por modos de fazer teatro que não anulem o ator e a atriz em suas formas culturais de existir. Partindo de uma metodologia experimental baseada na pesquisa-ação, o estudo realizou-se no <em>Otyoto Internacional do Bimphadi: encontro de sensibilidades</em>, evento no campo das artes da cena, que aconteceu na Universidade de Luanda, Angola, em 2022, a partir do qual é possível afirmar que as pedagogias dos dois grupos funcionam como microformas poéticas e políticas de resistência contracolonial às práticas de imposição do teatro europeu.</p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Robson Haderchpek, Karyne Dias Coutinhohttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1033Saberes del Teatrar y del Expectateatrar Desde una Filosofía de la Praxis Escénica2025-07-13T16:08:19+00:00Jorge Dubattijadubatti@gmail.com<p>Em Medio siglo de farándula (1930), como artista-pesquisador, José J. Podestá reivindica um conhecimento do evento teatral, uma filosofia da práxis cênica (em termos da Filosofia do Teatro, Dubatti, 2020). Em dois capítulos notáveis de suas memórias: “Analfabetos... pruebistas...” (Podestá, 1930, p. 145) e “De los autores” (p. 146-151), ele argumenta a existência de um conhecimento específico a partir de uma razão da práxis cênica e que a literatura dramática deve ser lida a partir do conhecimento do evento teatral e, mais especificamente, levando em conta o público. Em suas múltiplas funções como criador de teatro (diretor de uma companhia, produtor-empresário, programador, ator, diretor, espectador, artista-pesquisador), Podestá afirma que, ao contrário dos autores, ele lê o texto dramático pré-cênico do ponto de vista da expectativa. A partir de sua vasta experiência teatral, ele contrasta a concepção implícita do espectador (gerada pelo texto dramático e sua poética) e o conhecimento empírico dos espectadores reais (Dubatti, 2023a). Podestá lê como um espectador, ele se coloca no lugar da plateia. Ele se defende contra o depreciacionismo teatral (Dubatti, 2024a) do início do século XX e vincula a falta de conhecimento específico do evento teatral por parte de escritores e intelectuais à corrente depreciacionista. Em termos teóricos, utilizamos a Filosofia do Teatro para uma epistemologia do evento teatral e a distinção entre espectador implícito e real, bem como a noção de criação-pesquisa e filosofia da práxis artística, a partir das afirmações de Maurício Kartun (2015) sobre “o teatro sabe” e “o teatro teatra”.</p>2025-12-31T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Jorge Dubatti