https://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/issue/feedRebento2026-07-01T05:24:31+00:00Revista Rebentorevista.rebento.ia@unesp.brOpen Journal Systems<div>Título: Revista Rebento (Online). </div> <div>ISSN: 2178-1206.</div> <div>ISSN-L: 2764-2062. </div>https://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1074Silêncio insurgente: 2026-06-08T14:25:37+00:00Tiago Negrão Andradetiago.negrao@unesp.brMaria Cristina Gobbicristina.gobi@unesp.br<h3><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa práticas visuais decoloniais que operam pelo silêncio, rasura e opacidade como estratégias críticas à colonialidade do olhar, </span><span style="font-weight: 400;">tomando como corpus principal as obras </span><em><span style="font-weight: 400;">Bastidores </span></em><span style="font-weight: 400;">(1997), de Rosana Paulino, e um conjunto de produções visuais de Denilson Baniwa que mobilizam estratégias de rasura, reapropriação e opacidade como crítica à colonialidade do olhar. </span><span style="font-weight: 400;">Metodologicamente, articula análise crítica do discurso e estudos decoloniais para examinar como essas práticas desestabilizam regimes de visibilidade hegemônicos e tensionam instituições culturais. Os resultados revelam que o silêncio insurgente não é ausência, mas gesto político que questiona a transparência como paradigma emancipatório, expondo paradoxos entre captura institucional e resistência epistêmica. Conclui-se que a descolonização do sensível exige reorganizar infraestruturas de memória para além da lógica representacional.</span></h3> <h3><strong>Palavras-chave: </strong><span style="font-weight: 400;">Colonialidade do olhar; Silêncio insurgente; Arte decolonial.</span></h3>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Tiago Negrão Andrade, Maria Cristina Gobbihttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/952Aproximações entre livros ilustrados, livros-imagem e teatro: 2026-06-30T20:49:59+00:00Lucas Larcher lclarcher@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, discorro sobre as tipologias: livros ilustrados e livros-imagem, traçando aproximações das obras pertencentes a elas com o teatro, principalmente através das modalidades de teatralidade costumeiramente presentes nestes tipos de publicação. No intuito de exemplificar os conteúdos tratados, selecionei o livro-imagem brasileiro </span><em><span style="font-weight: 400;">As aventuras de Bambolina </span></em><span style="font-weight: 400;">para estudo. Este permitiu, também, identificar que a publicação supracitada se vincula à tradição da dramaturgia infanto juvenil brasileira quanto ao enredo e à tendência mais atual em abordar temáticas difíceis e/ou espinhosas sem didatismos, lições de moral e/ou intenções paradidáticas, expandindo ainda mais as possibilidades de aproximações entre livros ilustrados, livros-imagem e teatro.</span></p> <p><strong>Palavras-chave </strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">Livros ilustrados. Livros-imagem; Teatro; Teatralidade; </span><em><span style="font-weight: 400;">As aventuras de Bambolina.</span></em></p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Lucas de Carvalho Larcher Pintohttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1059Elogio à transferência:2026-04-01T20:43:47+00:00Lucas Eskinazilucaseskinazi@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O ensaio parte da elaboração do trabalho </span><em><span style="font-weight: 400;">Caillois</span></em><span style="font-weight: 400;">, apresentado em 2025 no Centro Cultural Mariantonia, no contexto da exposição </span><em><span style="font-weight: 400;">São Paulo cidade, sinais, manchas e sombras</span></em><span style="font-weight: 400;">. O conjunto de imagens foi impresso utilizando a técnica de transferência com o auxílio de solvente. A produção envolveu experimentações com transferência de imagens, impressões </span><em><span style="font-weight: 400;">fine art</span></em><span style="font-weight: 400;"> e jato de tinta, explorando os limites entre controle técnico e acaso. Ao adentrar o tema da impressão e circulação de imagens, remonto aos estudos desenvolvidos no Grupo de Pesquisa em Impressão Fotográfica (GPIF), como a impressão digital no parque gráfico, as impressões em jato de tinta </span><em><span style="font-weight: 400;">fine art, </span></em><span style="font-weight: 400;">o formato livro e as diferentes formas de finalizar e fazer circular imagens, etc. Além desses estudos, descrevo os processos de criação do livro de fotografia </span><em><span style="font-weight: 400;">Funes</span></em><span style="font-weight: 400;">, feito artesanalmente com impressora adaptada para tons de cinza, procurando observar a influência da materialidade e do suporte na percepção da imagem e a busca por um equilíbrio entre precisão técnica e desvios formais. A impressão do livro é parte dos resultados da pesquisa em tinta carbono do artista e impressor Marcelo Hein, em 2019. Discutindo propriamente a criação das imagens através da transferência, relembro algumas discussões da história da fotografia como o pictorialismo e a multiplicação de imagens. A transferência é apresentada como um procedimento que carrega imprevisibilidade e aprendizado tátil, reafirmando a dimensão artesanal no contexto da fotografia contemporânea brasileira.</span></p> <p><strong>Palavras-chaves: </strong><span style="font-weight: 400;">Fotografia; Impressão; Exposição; Jato de tinta; Transferência de imagem.</span></p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Lucas Eskinazihttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1100Ensaio-poema:2026-04-14T13:25:44+00:00João Paulo Ferreira Silvaps.joaoferreira@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O presente ensaio deseja experimentar um pensamento em estado de poema. Perpassa por assuntos pertinentes à linguagem, à subjetividade, ao conjunto relacional de humanos e não-humanos, mas não se reduz a uma unidade temática. Ao hibridizar filosofia e poesia, pretende-se fazer pensamento de forma radial e intensiva, o que talvez instaure uma resistência à legibilidade imediata, na tentativa de grafar um saber em relação e uma inventividade no dizer, ler e escrever academicamente. Entre os autores citados estão Giorgio Agamben, Leda Maria Martins, Émile Benveniste, Carlos Papá, Emanuele Coccia, Tuíre Kayapó, Byung-chul Han, Maurice Blanchot e Natasha Myers. Sigamos os sinais que a escrita nos aponta.</span></p> <p><strong>Palavras-chave</strong><span style="font-weight: 400;">: Filosofia da Linguagem; Subjetividade; Poética da Relação; Escuro; Acontecimento.</span></p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 João Paulo Ferreira Silvahttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1104Ensaio visual: 2026-07-01T04:37:15+00:00Lucas Eskinazilucaseskinazi@gmail.com<p>Ensaio visual: Caillois Fotografias realizadas através do processo de transferência de imagem. </p> <p> </p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Lucas Eskinazihttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1088Os Diletantes:2026-06-11T21:50:10+00:00Luiz Camposluiz_antonio_campos@yahoo.com<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo tem como objetivo o descortinamento e o registro histórico do grupo amador </span><em><span style="font-weight: 400;">Os Diletantes</span></em><span style="font-weight: 400;">, formado por funcionários da instituição financeira Citibank em São Paulo. Com base em biografias de alguns de seus integrantes e em documentos pertencentes a uma antiga participante, Albanita de Paiva, a pesquisa investiga como este coletivo emergiu em um contexto corporativo, revelando as tensões entre trabalho, lazer e produção cultural. A análise considera as práticas teatrais, os repertórios escolhidos e as estratégias de constituição de um espaço artístico, enfatizando a ambiguidade entre o amadorismo e o cuidado estético observado nas apresentações. Alguns dos artistas que iniciaram suas práticas neste grupo amador, como Yara Amaral, Emílio Di Biasi, Antônio Ghigonetto e Cecília Carneiro, consolidaram posteriormente suas carreiras no teatro profissional brasileiro, evidenciando a relevância do coletivo como espaço formativo. A metodologia combina análise documental, fontes biográficas e cartas, permitindo reconstruir trajetórias, repertórios e experiências que, de outra forma, permaneceriam marginalizadas. Os resultados destacam a importância do teatro amador como campo de resistência simbólica, aprendizado coletivo e afirmação estética, reforçando a contribuição de grupos amadores para a formação da cena teatral paulista e nacional.</span></p> <p><strong>Palavras-chave:</strong><span style="font-weight: 400;"> Teatro amador; Teatro paulistano; História do teatro brasileiro.</span></p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Luiz Camposhttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1081A cena em trânsito: 2026-04-14T16:08:02+00:00Patricia Freitas dos Santospfreitassantos@yahoo.com.br<p><span style="font-weight: 400;">O artigo, fruto de pesquisa de doutorado sobre a trajetória de Augusto Boal, apresenta um panorama da fundação do grupo musical Caldo de Cana e da direção do espetáculo </span><em><span style="font-weight: 400;">Canción del exílio</span></em><span style="font-weight: 400;">, de cujo elenco faziam parte Marcia Fiani, Maria Alice Saboia, José Eugênio Leal, Eduardo Fernandes, Leopoldo Paulino, Raul Ellwanger e José Rogério Licks. Exilados em Buenos Aires nos anos 1970, tais artistas reuniram-se em 1974 para denunciar as ilegalidades dos regimes militares latino-americanos. Com a escalada do autoritarismo de Estado e a vulnerabilidade dos refugiados, o grupo encerrou-se em maio de 1974. Utilizando relatos e acervos pessoais, buscamos evidenciar o percurso, frequentemente apagado das historiografias hegemônicas, de artistas que mantiveram o compromisso do engajamento social mesmo frente a condições produtivas adversas.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Palavras-chave: Caldo de cana; Augusto Boal; Teatro brasileiro moderno.</span></p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Patricia Freitas dos Santoshttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1086"Macacos" e sua justaposição à narração:2026-04-14T14:36:16+00:00Chrislen Ribeirochrislenrc@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O texto dramático </span><em><span style="font-weight: 400;">Macacos </span></em><span style="font-weight: 400;">(2022), de Clayton Nascimento — que também assina a encenação e a atuação do espetáculo de mesmo nome —, apresenta episódios fragmentados que evidenciam violências sofridas pela população negra, especialmente no Brasil. Este artigo analisa os recursos utilizados para transmitir experiências do ser negro, articulando a peça à encenação e às práticas narrativas tradicionais africanas; pareados ao conceito de teatro pós-dramático de Lehmann (2017). A obra combina elementos dos gêneros dramático, lírico e épico, sendo este último central em sua construção. Os traços épicos ressaltam a crise da narrativa, antecipada por Walter Benjamin (1987), associada à perda da experiência como forma de transmissão do saber. A partir do diálogo com a noção de dramaturgia negra proposta por Soraya Patrocínio (2021) e com as tradições narrativas africanas descritas por Amadou Hampâté Bâ (2010), observa-se como </span><em><span style="font-weight: 400;">Macacos</span></em><span style="font-weight: 400;"> (data) rompe com formas contemporâneas de compartilhamento de informações esvaziadas de historicidade, contribuindo para o enfrentamento das estruturas de violência racial. A peça revela a potência da narração e do encontro teatral como práticas de denúncia, principalmente em relação a temas como a violência policial e o acesso desigual à educação no Brasil.</span></p> <p><strong>Palavras-chave</strong><span style="font-weight: 400;">: Macacos. Clayton Nascimento; Dramaturgia negra; Tradições africanas; Narrativa.</span></p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Chrislen Ribeirohttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1075(Des)ocupar a violência:2026-05-17T18:05:32+00:00Renan Marcondes Cevalesrenancevales@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa obras brasileiras de dança que, por meio da proximidade e da distância exacerbadas em relação ao público, demonstram como a violência é uma prática espacial e social. Em </span><em><span style="font-weight: 400;">Lasciva</span></em><span style="font-weight: 400;">, Regina Parra e Bruno Levorin partem dos retratos das pacientes histéricas do Hospital Salpêtrière para criar uma coreografia para duas performers, na qual, aos poucos, elas se protegem do olhar do público. Já em </span><em><span style="font-weight: 400;">Deixa Arder</span></em><span style="font-weight: 400;">, o acúmulo e o empilhamento de gestos que remetem à docilização do corpo negro resultam em uma proximidade excessiva, quase repulsiva, com o/a espectador/a. O artigo observa como as obras subvertem fragmentos violentos da história, recusando uma reescrita purificadora do passado e encontrando nele ferramentas contraditórias de agência. A tentativa de uma proximidade extrema com esse passado revela sua precariedade e incompletude, manifestadas na simplicidade dos materiais cênicos e na escolha da dança como modo de transmitir a memória de forma plural e involuntária, o que permite expor um passado ambíguo, no qual violência e sobrevivência se entrelaçam.</span></p> <p><strong>Palavras-chave:</strong><span style="font-weight: 400;"> Proximidade; Distância; Imagem; Performance.</span></p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Renan Marcondes Cevaleshttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/937Tradução - Dois métodos, mesma origem, diferentes resultados2026-06-09T18:46:18+00:00Rafael Percinorafael.percino@unesp.brEgill Pálssonegillheidar@ihi.isLúcia Regina Vieira Romanoromanolu2008@gmail.com<p>nada consta</p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Rafael Percino; Prof. Dr.; ela/delahttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1025Ator, poeta, dramaturgo, mestre:2026-04-02T14:41:13+00:00José Rafael Madureirajoserafaelmadureira@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Entrevista com o ator, poeta e dramaturgo Otávio Cabral, professor titular do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), atuando na área de literatura dramática. Otávio Cabral possui mestrado, doutorado e pós-doutorado em Literatura e coordena o Núcleo de Estudo e Pesquisa das Expressões Dramáticas (NEPED). Nesta entrevista, Otávio Cabral fala sobre sua carreira, iniciada há mais de sessenta anos, e sobre a dimensão social, política e educacional do teatro. A entrevista registra a experiência de um artista e professor que acompanhou diferentes momentos do teatro brasileiro, preservando reflexões que dialogam com a história, a formação e a pesquisa em Artes Cênicas.</span></p> <p><strong>Palavras-chave</strong><span style="font-weight: 400;">: Otávio Cabral; Biografia; Teatro; Política; Entrevista.</span></p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 José Rafael Madureirahttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1107Apresentação:2026-07-01T04:54:38+00:00Lucia Regina Vieira Romanolucia.romano@unesp.brÉlder Sereni Ildefonsoelder.sereni@unesp.br<p>Apresentação - Rebento n. 22</p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Lucia Regina Vieira Romano, Élder Serenihttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1106Expediente2026-07-01T04:50:57+00:00<p>Expediente - Rebento n. 22</p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1031Praticar espaços e cuspir antidisciplinas, ou uma carta para o saci:2026-06-19T15:42:16+00:00Tatiana Aparecida Teodoro da Silvatatiana.teodoro@unesp.br<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo apresenta a Roda de Saci como uma prática artístico-pedagógica, política e transgressora, desenvolvida no contexto do Ensino Fundamental I em uma escola pública. Estruturado como uma carta endereçada ao Saci, o texto reflete sobre a escolha dessa figura do imaginário popular brasileiro como disparadora de experiências educativas orientadas pela escuta, pela coletividade e pela criação compartilhada. A proposta fundamenta-se em perspectivas da educação libertadora, da pedagogia transgressora e da abordagem triangular em arte, compreendendo o Saci como símbolo de resistência, desvio e imaginação no espaço escolar. A Roda de Saci é analisada como um dispositivo pedagógico que instaura um espaço-tempo de encontro e diálogo, tensionando os modelos normativos da escola tradicional e abrindo possibilidades de aproximação com campos como a performance, o jogo teatral e o jogo performativo, sem se configurar rigidamente em nenhum deles. Nesse contexto, a prática favorece a emergência de narrativas, saberes e corporeidades frequentemente marginalizados, promovendo processos de aprendizagem que valorizam a experiência, o vínculo e o pensamento crítico. O artigo também problematiza os desafios da atuação docente em um sistema educacional marcado pela colonialidade, destacando a arte como potência para a invenção de outras formas de educar e de estar em relação. </span></p> <p><strong>Palavras-chave:</strong><span style="font-weight: 400;"> Arte-educação; Transgressão; Performatividade.</span></p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Tatiana Aparecida Teodoro da Silvahttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1085Na bandeira do Brasil cabe o lema “Fogo nos racistas"?: 2026-06-08T10:46:06+00:00Daniel Vianna Godinho Periaperiadaniel20@usp.brVeronica Velosoveronicaveloso@usp.br<p><span style="font-weight: 400;">Como as crianças imaginam seu país? E quais ações elas fariam para modificar sua realidade? Partindo dessas perguntas, foi desenvolvida uma sequência pedagógica, mesclando intervenções e aulas de performance sobre a materialidade da bandeira nacional. Invertendo suas palavras e recriando suas cores, as/os estudantes elaboraram performances na escola. A partir dessas experiências, a discussão é expandida, para analisar a presença do racismo na escola e como essas estruturas minam o ideal democrático no ambiente escolar. </span></p> <p><strong>Palavras-chave: </strong><span style="font-weight: 400;">Racismo institucional; Regime das aparências escolares; Performance na escola.</span></p>2026-07-06T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 DANIEL VIANNA GODINHO PERIAhttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1045Dimensões políticas decoloniais da arte e das práticas teatrais2026-04-14T19:38:14+00:00Fernando Bueno Catelanfernando.catelan@unesp.br<p><span style="font-weight: 400;">O artigo aborda interseções entre arte e política no teatro, analisando como a produção artística é mobilizada para perpetuar hierarquias sociais, à luz de Augusto Boal, Luis Camnitzer e aportes decoloniais. A partir de uma análise discursiva de excertos teóricos e de depoimentos, como o do Cacique Ubiratã, o texto explora três dimensões: a epistemológica, que tensiona critérios eurocêntricos de validação artística; a educacional, que discute efeitos da fragmentação disciplinar da BNCC sobre saberes tradicionais; e a econômica, tomada como chave para compreender a circulação da arte como mercadoria cultural. Conclui que a reivindicação de neutralidade artística opera como estratégia política de manutenção do status quo, ao mesmo tempo em que distingue a ideia de um teatro necessariamente político das disputas em torno da nomenclatura de teatro político. Propõe, por fim, a desconstrução de hierarquias expressivas e a valorização de modelos comunitários, como os de povos originários, para fortalecer o teatro como espaço de diálogo e emancipação cultural.</span></p> <p><strong>Palavras-chave</strong><span style="font-weight: 400;">: Teatro; Decolonialidade; Política cultural; Hierarquias sociais.</span></p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Fernando Bueno Catelanhttps://periodicos.ia.unesp.br/index.php/rebento/article/view/1099Manual dos Estudos Teatrais:2026-03-23T21:32:32+00:00Zadig Gamazadiggama@letras.ufrj.br<p><span style="font-weight: 400;">O livro </span><em><span style="font-weight: 400;">Manuel des études théâtrales: les arts de la scène et du spectacle</span></em><span style="font-weight: 400;"> (2024), organizado por Martial Poirson, surge como um guia abrangente, combinando fundamentos teóricos, históricos e práticos do teatro. O manual aborda desde historiografia, texto dramático e interpretação, até estética, ofícios do palco, políticas teatrais, sociologia, antropologia, tecnologias digitais e hibridação com outras artes. Cada um dos dez capítulos é complementado por ao menos uma ficha de orientação metodológica que propõem procedimentos de análise, reflexão crítica e articulação interdisciplinar. O volume inclui um extenso glossário. Voltado a estudantes, pesquisadores e profissionais da cena, essa obra se destaca por tratar o teatro como elemento híbrido e dinâmico, oferecendo ferramentas para repensar suas fronteiras, atividades e desafios, ao mesmo tempo em que questiona sectarismos e dogmatismos do campo.</span></p> <p><strong>Palavras-chave</strong><span style="font-weight: 400;">: Estudos teatrais; Metodologia teatral; História e prática do teatro.</span></p>2026-07-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Zadig Gama